O termo fascismo,
referente à doutrina totalitária desenvolvida por Benito Mussolini na Itália, a
partir de 1919 e durante seu governo (1922 a 1945), deriva de
"fascio", que em italiano significa "feixe" (de varas). A ideia que os fascistas queriam passar é que uma vara sozinha se quebra
facilmente, mas um feixe de varas é muito mais resistente. Por analogia, o
indivíduo é fraco, mas um indivíduo no grupo (o feixe, representando o Estado)
se torna forte. O feixe de varas também era, nos tempos do Império Romano, um
símbolo dos magistrados. Eles carregavam um machado cujo cabo era rodeado de
varas, simbolizando o poder do Estado e a unidade do povo.
sábado, 12 de agosto de 2017
BUNDA
"Bunda", além do
sentido popular que tem no Brasil, também é o nome de uma das mais de 1000
línguas e dialetos falados na África. Da língua bunda (também conhecida como Kimbundu,
trazida ao Brasil pelos escravos angolanos), derivam inúmeras palavras no
português, como senzala, xingar e caçula. Para saber mais,
leia o livro "África no Brasil: a formação da língua portuguesa", de
José Luiz Fiorin.
CERTAS PALAVRAS
O português está cheio de palavras que vieram
supostamente do inglês, mas que ninguém usa com o mesmo sentido nessa língua.
Alguns exemplos são o nosso "outdoor" (que em inglês "de
verdade" seria billboard, ou o traje "smoking" (chamado
de tuxedo por quem fala inglês correto). A mais nova adição está na
palavra "Lan House" para casa de jogos com acesso à internet.
"Lan" significa Local Area Network, ou "Rede de Área
Local." Mas na grande maioria dos países, principalmente os de língua
inglesa, ainda se usa o termo "cyber cafe" para este tipo de
estabelecimento.
domingo, 19 de março de 2017
KARAOKÊ
A palavra karaokê em
japonês é uma combinação de "kara" (=vazio), e da abreviatura de
"okesutoa", oke, que significa orquestra. Segundo o site Folha
Online, antigamente no Japão era comum as pessoas mostrarem suas aptidões para
o canto em apresentações públicas com acompanhamento musical de uma orquestra.
Certa vez, a ausência de um músico por motivo de doença fez com que o dono de
um estabelecimento onde ocorreriam tais apresentações tivesse a ideia de
reproduzir a gravação feita anteriormente. A idéia deu certo, pois o uso do
playback no lugar da orquestra barateou a atividade: remunerar diversos músicos
para uma apresentação tornava esse lazer muito caro.
ANIMAL
ANIMAL
A palavra animal, cognata
em muitas línguas, é relativamente recente, já que até o século XVI era usada a
palavra "besta". A sua origem remonta ao grego anemos (=vento), vindo
a significar, por meio do latim animalis "um ser que respira".
Entretanto, se levarmos em consideração que anima em latim também se
refere a alma, mente e sentimento, poderia se afirmar, pelo menos
etimologicamente, que os animais não só respiram, como também tem alma. Quem
sabe isso contribuiria para que as pessoas (também animais, só que racionais)
os tratassem com mais consideração?
terça-feira, 28 de fevereiro de 2017
QUARTA-FEIRA DE CINZAS
Quarta-feira de Cinzas
A Quarta-feira de Cinzas
marca, no calendário cristão, o início da Quaresma, que é um período de
penitência e arrependimento de 40 dias que antecede a Páscoa. A data, também
conhecida como "Dia de Cinzas", leva esse nome em referência ao
ritual em que os cristãos recebem uma cruz de cinzas na testa. Essas cinzas são
obtidas da queima das palmas usadas no Domingo de Ramos do ano anterior, às
vezes misturadas com água benta. Além de simbolizar a conversão e o
arrependimento dos pecados, a cruz de cinzas é um lembrete da efemeridade da
vida humana, conforme a frase biblica "Tu és pó e para o pó voltarás"
(Gênesis 3:19).
A Quarta-feira de Cinzas
marca, no calendário cristão, o início da Quaresma, que é um período de
penitência e arrependimento de 40 dias que antecede a Páscoa. A data, também
conhecida como "Dia de Cinzas", leva esse nome em referência ao
ritual em que os cristãos recebem uma cruz de cinzas na testa. Essas cinzas são
obtidas da queima das palmas usadas no Domingo de Ramos do ano anterior, às
vezes misturadas com água benta. Além de simbolizar a conversão e o
arrependimento dos pecados, a cruz de cinzas é um lembrete da efemeridade da
vida humana, conforme a frase biblica "Tu és pó e para o pó voltarás"
(Gênesis 3:19).
TIO SAM
TIO SAM
Segundo a versão oficial do
governo norte-americano, a figura do Tio Sam (Uncle Sam, em inglês), que se
tornou símbolo dos Estados Unidos em charges e outras ilustrações, originou-se
a partir do comércio de carnes durante a guerra de 1812. Samuel Wilson
trabalhava num abatedouro de propriedade do tio, Elbert Anderson, que fornecia
carnes para o exército. Essa carne era identificada pelas iniciais E.A - U.S
(de Elbert Anderson - United States). Um soldado perguntou sobre o significado
das iniciais, e outros responderam brincando que era Elbert Anderson e Uncle
Sam, referindo-se a Sam Wilson. A figura de Tio Sam representou primeiramente o
exército americano, para depois se tornar um símbolo do país como um todo.
Dizem que tem, de fato, uma grande semelhança física com o açougueiro que o
originou.
CÁLCULO RENAL
CÁLCULO RENAL
O cálculo matemático e o
cálculo renal têm na palavra latina calculus (= pedra pequena) o seu elo
comum. Na Roma e Grécia antigas, as pedrinhas eram usadas para fazer operações
aritméticas básicas.
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017
GREGÓRIO DE MATOS
ORAÇÃO GREGÓRIO DE MATOS
Na oração, que desaterra a terra,
Quer Deus que a quem está o cuidado dado,
Pregue que a vida é emprestado estado,
Mistérios mil, que desenterra enterra.
Quem não cuida de si, que é terra, erra,
Que o alto Rei, por afamado amado,
É quem assiste ao desvelado lado,
Da morte ao ar não desaferra, aferra.
Quem do mundo a mortal loucura cura,
A vontade de Deus sagrada agrada,
Firma-lhe a vida em atadura dura.
Ó voz zelosa que dobrada brada,
Já sei que a flor da formosura, usura,
Será no fim desta jornada nada.
RESUMO DO LIVRO MACUNAÍMA
Resumo do livro Macunaíma
Macunaíma nasceu numa tribo, localizada na selva amazônica,
onde viveu por toda a sua infância. Tem dois irmãos, Maanape e Jiguê. Macunaíma
tem vários defeitos que o diferem dos demais meninos: mentiroso, traidor,
preguiçoso, adora falar palavrões.
Ache os cursos e faculdades ideais para você !
Na juventude, apaixona-se pela índia Ci, a Mãe do Mato,
sendo este seu único amor, que lhe deu um filho, um menino que morre de forma
prematura. Com isso, desiludida, Ci decide morrer e por meio de um cipó ela
sobre aos céus, transformando-se em uma estrela, entretanto, antes ela deixa
para Macunaíma o seu amuleto da sorte, a pedra muiraquitã. Macunaíma perde esse
amuleto e descobre que ele foi levado por Venceslau Pietro Pietra, o gigante
Piaimã, que morava em São Paulo. Então, o índio e seus irmãos resolvem
recuperar a pedra. Portanto, sabiam que teriam que enfrentar o gigante, comedor
de gente.
Chegando em São Paulo, Macunaíma vivencia diversas aventuras
na tentativa de recuperar o amuleto. Em seguida, percorre várias regiões do
Brasil, enfrentando outras aventuras, até o retorno de Piaimã, que o convida
para uma macarronada, intencionado em comer Macunaíma. Porém, o herói mata o
gigante e recupera a sua pedra.
Macunaíma e seus irmãos decidem retornar à Uraricoera, mas,
ao chegar, não encontram sua tribo. Os irmãos de Macunaíma morrem no caminho
devido à vingança do herói, que enfrenta os dias solitários até que um papagaio
aparece e escuta toda a sua história.
O herói resolve nadar em um lago para se refrescar e é
seduzido pela mãe-d’água Iara, que o despedaça. Ao sair das águas, sem várias
de suas partes, Macunaíma consegue se colar; porém, não consegue encontrar uma
perna. Sem ter mais o que fazer na terra, sobe ao céu e vira a constelação da
Ursa-Maior. A história foi repassada a Mário de Andrade para ele a escrevesse
através dos relatos do papagaio, conhecer de toda a história.
MACUNAÍMA
Macunaíma – Mário de
Andrade
Macunaíma, a obra mais representativa de Mário de Andrade, é
um dos primeiros romances do modernismo brasileiro – primeira geração
modernista – que apresentam um caráter revolucionário no que tange aos aspectos
formais ou temáticos, com linguagem dotada de neologismos e da fala popular.
Esta obra é o primeiro romance que pratica os objetivos do Movimento
Antropófago, criado por Oswald de Andrade.
Macunaíma é um romance ou novela com o subtítulo “o herói
sem nenhum caráter”. Mário de Andrade tentou representar no anti-herói um
ataque às desvirtudes nacionais e aprofundou nos defeitos que via no homem
brasileiro. Esta obra traz misturas entre o fantástico, o mitológico, o
lendário, o histórico e as crenças populares, reelaborando-as através de uma
linguagem conforme as perspectivas da geração desbravadora de 1922,
abrasileirando a língua, usando neologismos, populismos e regionalismos.
O livro foi escrito de 16 a 23 de dezembro de 1927, na
chácara Pio Lourenço, próximo a Araraquara. Esta obra nasceu num ímpeto, embora
o autor tenha estudado e sistematizado lendas, frases feitas, superstições,
provérbios etc. Inicialmente Mário escreveu sete cadernos, que depois foram
reduzidos a dois.
A difícil classificação da obra em romance ou novela é outro
assunto que merece destaque. O próprio Mário de Andrade afirmou ser seu texto
uma rapsódia, uma vez que, tal qual a rapsódia musical, mistura temas livres a
músicas populares, com grande variedade de motivos populares. Se considerarmos
o sentido antigo da palavra romance (como façanhas de um herói), podemos
considerar Macunaíma como romance.
sábado, 26 de dezembro de 2015
A LÍNGUA DOS CACHORROS
Até os cachorros falam
línguas diferentes, ou pelo menos os seus donos ouvem línguas diferentes quando
eles latem. No Brasil, as pessoas dizem que os cães fazem "au, au";
na Tailândia, que fazem "hong,hong", na Argentina,
"gua-gua", no Japão, "won-won", e nos Estados Unidos,
"bow-wow". A questão é... será que cachorros de diferentes
nacionalidades se entendem?
OCEANO ÁRTICO
O oceano Ártico tem esse
nome por estar situado sob a constelação Ursa Menor, no Pólo Norte. Arctus
é urso, em grego. Já o continente Antártico, mais comumente chamado Antártida,
em português, é o que está em oposição ao Ártico (portanto, anti-ártico) no
Pólo Sul.
MORFINA
A palavra morfina,
que, como vários outros termos médicos, é cognata em diferentes idiomas, obteve
seu nome de Morfeu, deus dos sonhos. O nome Morfeu, criado pelo poeta romano
Ovídio, vem do grego "morphe", que quer dizer "forma". O
nome seria, portanto, uma alusão às formas que enxergamos nos sonhos.
MARATONA
A palavra maratona tem
origem no século V a.C. Segundo a lenda, soldados gregos e persas travaram uma
batalha que se desenrolou entre a cidade de Maratona o mar Egeu. Com a
aproximação dos persas comandandados por Dario, o comandante grego adversário
ordenou que Fidípides, o melhor corredor entre seus soldados, buscasse reforços
em Atenas, a quarenta quilômetros de distância. Fidípedes voltou com dez mil
soldados e os gregos venceram a batalha. Fidípides foi mandado de volta a
Atenas, correndo, para anunciar a vitória. Quando chegou ao seu destino, ele
disse "Vencemos!" e caiu morto. Em 1896, durante os primeiros Jogos
Olímpicos da era moderna, Fidípedes foi homenageado com a criação da prova. No
início, a distância a ser percorrida não era exata, mas ficava em torno de 40
quilômetros. A partir de 1908, o percurso foi estipulado em 42.195 metros,
distância que se mantém até hoje.
terça-feira, 27 de outubro de 2015
AMETISTA
A origem da palavra
ametista, a variedade violeta ou púrpura do quartzo, é controversa. O consenso
é que a palavra grega para vinho, methys, está diretamente relacionada
ao nome atual da pedra. Methyskein, derivada de methys, significa bêbado
ou intoxicado, e o "a" de ametista seria um prefixo de negação a este
adjetivo. Ametista significaria, então, não bêbado. Uma das teorias é que a
pedra teria, antigamente, a reputação de evitar que as pessoas ficassem
bêbadas. Outra história é que os homens que não queriam se embriagar nas festas
tomavam água em taças de ametista, que, por sua cor, fazia com que a água
parecesse vinho.
segunda-feira, 7 de setembro de 2015
UMA HISTÓRIA DE IFÁ
Elegibo, cidade encantada
Elegibo, sua majestade real
Araketu ritual do Candomblé
Exalta as cidades de Ketu e Sapé
Ferido vingou-se o homem
Utilizando seus poderes
Passaram-se anos difíceis
Sofreram muitos seres
Os vassalos ficaram sem pasto
A fauna e a flora não brotavam mais
As mulheres ficaram estéreis
A flor do seu sexo não se abrirá jamais
Ele, Ele
Ele, Ele, Elegibo
Elegibo, Elegibo Ele, Ele
Ele, Ele, Elegibo
Elegibo, Elegibo
Cidade reluzente (Elegibo)
Cidade fluorescente (Elegibo)
Cidade reluzente (Elegibo)
Cidade fluorescente (Elegibo)
Os guerreiros lutaram entre si
Com golpes de vara, era o ritual
Durante várias horas
Travou-se batalhas entre o bem e o mal
Depois retornaram com o rei
Para a floresta sagrada
Onde comeram a massa
De inhame bem passada
Onde será comida por todos os seus
Negros homens em comunhão com Deus
Ele, Ele
Ele, Ele, Elegibo
Elegibo, Elegibo Ele, Ele
Ele, Ele, Elegibo
Elegibo, Elegibo
Cidade reluzente (Elegibo)
Cidade fluorescente (Elegibo)
Cidade reluzente (Elegibo)
Cidade fluorescente (Elegibo)
Elegibo, cidade encantada
Elegibo, sua majestade real
Araketu ritual do Candomblé
Exalta as cidades de Ketu e Sapé
Ferido vingou-se o homem
Utilizando seus poderes
Passaram-se anos difíceis
Sofreram muitos seres
Os vassalos ficaram sem pasto
A fauna e a flora não brotavam mais
As mulheres ficaram estéreis
A flor do seu sexo não se abrirá jamais
Ele, Ele
Ele, Ele, Elegibo
Elegibo, Elegibo Ele, Ele
Ele, Ele, Elegibo
Elegibo, Elegibo
Cidade reluzente (Elegibo)
Cidade fluorescente (Elegibo
Elegibo, sua majestade real
Araketu ritual do Candomblé
Exalta as cidades de Ketu e Sapé
Ferido vingou-se o homem
Utilizando seus poderes
Passaram-se anos difíceis
Sofreram muitos seres
Os vassalos ficaram sem pasto
A fauna e a flora não brotavam mais
As mulheres ficaram estéreis
A flor do seu sexo não se abrirá jamais
Ele, Ele
Ele, Ele, Elegibo
Elegibo, Elegibo Ele, Ele
Ele, Ele, Elegibo
Elegibo, Elegibo
Cidade reluzente (Elegibo)
Cidade fluorescente (Elegibo)
Cidade reluzente (Elegibo)
Cidade fluorescente (Elegibo)
Os guerreiros lutaram entre si
Com golpes de vara, era o ritual
Durante várias horas
Travou-se batalhas entre o bem e o mal
Depois retornaram com o rei
Para a floresta sagrada
Onde comeram a massa
De inhame bem passada
Onde será comida por todos os seus
Negros homens em comunhão com Deus
Ele, Ele
Ele, Ele, Elegibo
Elegibo, Elegibo Ele, Ele
Ele, Ele, Elegibo
Elegibo, Elegibo
Cidade reluzente (Elegibo)
Cidade fluorescente (Elegibo)
Cidade reluzente (Elegibo)
Cidade fluorescente (Elegibo)
Elegibo, cidade encantada
Elegibo, sua majestade real
Araketu ritual do Candomblé
Exalta as cidades de Ketu e Sapé
Ferido vingou-se o homem
Utilizando seus poderes
Passaram-se anos difíceis
Sofreram muitos seres
Os vassalos ficaram sem pasto
A fauna e a flora não brotavam mais
As mulheres ficaram estéreis
A flor do seu sexo não se abrirá jamais
Ele, Ele
Ele, Ele, Elegibo
Elegibo, Elegibo Ele, Ele
Ele, Ele, Elegibo
Elegibo, Elegibo
Cidade reluzente (Elegibo)
Cidade fluorescente (Elegibo
quarta-feira, 19 de agosto de 2015
INRI
Existem diferentes teorias
sobre o significado da sigla INRI na cruz onde Jesus Cristo foi crucificado. A
mais amplamente aceita é de que seriam as iniciais de Iesu(a) Nazarenus
Rex Iudeorum, ou Jesus Nazareno Rei dos Judeus. Há ainda a
possibilidade de que represente os quatro elementos da natureza em hebraico Iam
(água), Nour (fogo), Ruach (ar) e Iabeshah (terra). O certo é que
a sigla INRI é anterior à crucificação de Cristo, estando presente, em forma de
mantra, na cultura egípcia, maia e inca, entre outras. E, de acordo com o livro
Dogma e Ritual da Alta Magia, Editora Pensamento, 1924, p. 129, esta
seria uma sigla com o significado de Igne Natura Renovatur
Integra, ou "Pelo fogo a natureza se renova inteiramente".
SÉTIMO CÉU
Estar no "sétimo
céu" significa estar num estado de felicidade plena, ou no paraíso.
Segundo os muçulmanos, não existe apenas um céu, e sim sete, todos superpostos.
O sétimo céu seria o céu de Alá, presidido pelo patriarca Abraão. Também para
os cristãos medievais, o universo era dividido em "camadas"
correspondentes às órbitas dos sete astros conhecidos (lembrando que, naquela
época, era predominante a teoria do geocentrismo, ou seja, que a Terra era o
centro do universo, girando em torno dela a Lua, Mercúrio, Vênus, o Sol, Marte,
Júpiter e Saturno). O Sétimo Céu, correspondente à sétima e última camada,
seria a "Mansão dos Bem-Aventurados", ou Paraíso.
domingo, 9 de agosto de 2015
TEMPORAL
TEMPORAL
ELBA RAMALHO
Quem viu a terra gemer
Nos dentes brancos do mar
E a laje fria da espuma
A sete palmos do olhar
Pisou as curvas do mapa
E os raios do sol nascente
Tocou as cordas da harpa
De aço incandescente
Eu percorri todo o sonho
No meio da madrugada
E vi plantações de balas
Sementes da espingarda
Eu mato, matas e mato
Quem fala não mata não
Quem cala consente a fala
E os gritos do capitão
Quem viu os cachorros negros
Latindo para o luar
E o vôo vão dos morcegos
Gritando mudos no ar
Conhece a força guardada
Na mola dos temporais
Escurecendo as estrelas
Nos ombros dos generais
A mais cruel armadilha
Encruzilhada dos fins
E os alicerces das ilhas
Roídos pelos cupins
A fina flor da ferida
Doendo até no facão
E o mapa da minha vida
Na palma da minha mão
Quem viu o braço da sombra
Das folhas de uma palmeira
Pousar em carícia longa
Nos ombros da terra inteira
Ouviu da boca da noite
Feroz silêncio mortal
E viu o bobo da corte
Dançando no funeral
A mais cruel armadilha
Encruzilhada dos fins
E os alicerces das ilhas
Roídos pelos cupins
A fina flor da ferida
Doendo até no facão
E o mapa da minha vida
Na palma da minha mão
Nos dentes brancos do mar
E a laje fria da espuma
A sete palmos do olhar
Pisou as curvas do mapa
E os raios do sol nascente
Tocou as cordas da harpa
De aço incandescente
Eu percorri todo o sonho
No meio da madrugada
E vi plantações de balas
Sementes da espingarda
Eu mato, matas e mato
Quem fala não mata não
Quem cala consente a fala
E os gritos do capitão
Quem viu os cachorros negros
Latindo para o luar
E o vôo vão dos morcegos
Gritando mudos no ar
Conhece a força guardada
Na mola dos temporais
Escurecendo as estrelas
Nos ombros dos generais
A mais cruel armadilha
Encruzilhada dos fins
E os alicerces das ilhas
Roídos pelos cupins
A fina flor da ferida
Doendo até no facão
E o mapa da minha vida
Na palma da minha mão
Quem viu o braço da sombra
Das folhas de uma palmeira
Pousar em carícia longa
Nos ombros da terra inteira
Ouviu da boca da noite
Feroz silêncio mortal
E viu o bobo da corte
Dançando no funeral
A mais cruel armadilha
Encruzilhada dos fins
E os alicerces das ilhas
Roídos pelos cupins
A fina flor da ferida
Doendo até no facão
E o mapa da minha vida
Na palma da minha mão
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