terça-feira, 4 de junho de 2013

KARAOKÊ

A palavra karaokê em japonês é uma combinação de "kara" (=vazio), e da abreviatura de "okesutoa", oke, que significa orquestra. Segundo o site Folha Online, antigamente no Japão era comum as pessoas mostrarem suas aptidões para o canto em apresentações públicas com acompanhamento musical de uma orquestra. Certa vez, a ausência de um músico por motivo de doença fez com que o dono de um estabelecimento onde ocorreriam tais apresentações tivesse a idéia de reproduzir a gravação feita anteriormente. A idéia deu certo, pois o uso do playback no lugar da orquestra barateou a atividade: remunerar diversos músicos para uma apresentação tornava esse lazer muito caro.

domingo, 2 de junho de 2013

SOMMELIER

A palavra sommelier, que indica uma pessoa entendida em vinhos, nem sempre teve essa "aura chique" que tem hoje. Por volta do século XIV, designava, em francês, o condutor de bestas de carga, já que sommier é o animal de carga em si. Uns 500 anos mais tarde, com algumas modificações pelo caminho, passou a designar a pessoa encarregada pela comida e bebida de uma casa, e daí o gancho para o sentido que tem hoje.

LUA DE MEL

Uma das várias expressões "globalizadas" a partir do inglês (aliás, bem antes do atual fenômeno de globalização ) foi Honeymoon, que se tornou lune de miel em francês, luna di miele em italiano e lua-de-mel em português. Reinaldo Pimenta dá três versões para a possível origem da expressão em inglês: 1) o ditado persa de que a primeira lua depois do casamento (primeiro mês) é de mel, e a segunda de absinto (uma bebida alcoólica forte e amarga; 2) o costume antigo de os noivos beberem, no mês seguinte ao casamento, uma bebida preparada à base de mel, e 3)a combinação da doçura do mel com o romantismo da lua. De qualquer maneira, é interessante citar que se chama "decalque" o vocábulo traduzido literalmente de uma língua estrangeira e incorporado no nosso idioma, como é o caso de lua-de-mel.

domingo, 31 de março de 2013

A ÚLTIMA FLOR DO LÁCIO

A expressão "A última flor do Lácio", que designa a nossa língua materna, vem do soneto Língua Portuguesa, de Olavo Bilac, cujos dois primeiros versos dizem "Última flor do Lácio, inculta e bela, És, a um tempo, esplendor e sepultura." O Lácio, a que Bilac se referia, era uma região pobre da Itália antiga às margens do rio Tibre, onde se falava o latim. Dessa árvore (o latim), muitas flores brotaram (espanhol, italiano, francês, e o romeno, entre outras ) sendo a última o português. Há quem diga que o adjetivo "última", usado por Bilac, não tem conotação temporal, mas qualitativa (por ser o português uma das línguas latinas menos estudadas) ou locativa --por se situar no extremo oeste da Europa, Portugal teria sido o último lugar onde os generais romanos (e o Latim) chegaram.

TAILÂNDIA

A atual Tailândia era, até 1939, o Reino do Sião, ou simplesmente Sião, onde se passa a clássica história do filme "Ana e o Rei". Sião é a origem do gato siamês e do termo "irmãos siameses". Lá nasceram em 1811 os irmãos Eng e Chang que, apesar de terem nascido unidos pelo tórax, casaram-se com duas irmãs e tiveram, ao todo, 21 filhos (Eng 11 e Chang 10).

CHRISTMAS

Sempre me intrigou, como professora de inglês, o tal "-mas" no final da palavra Christmas (Natal). Pensei que pudesse ter o sentido de nascimento, já que Christ, como se pode facilmente deduzir, é "Cristo" em inglês. Na verdade, o sufixo -mas vem do inglês antigo (falado na região onde é a agora a Inglateraa e o sudeste da Escócia entre meados do século V e meados do século XII). Em Old English, a palavra maesse significava dia de festa, festival ou missa. Christmas é, portanto, uma festa para Cristo.

ALUNO

O vocábulo aluno é derivado do latim alumnus, particípio substantivado do verbo alere (=alimentar, nutrir). A idéia do termo, portanto, é de que o aluno é aquele que está sendo nutrido ou criado. Hoje se sabe que, na construção significativa do conhecimento, o processo é mais complexo, e que não cabe ao professo "alimentar" seus alunos com o conhecimento, mas sim despertar neles a vontade de buscá-lo. De qualquer maneira, não deixa de ser poética a imagem do aluno como ser em desenvolvimento que, com a ajuda do professor, recebe o "alimento da alma e da mente" sob forma de informação.