quinta-feira, 28 de março de 2013

CÁLCULO

O cálculo matemático e o cálculo renal têm na palavra latina calculus (= pedra pequena) o seu elo comum. Na Roma e Grécia antigas, as pedrinhas eram usadas para fazer operações aritméticas básicas.

PÁSCOA

A palavra Páscoa advém do nome em hebraico Pessach (=passagem), festa judaica que comemora a passagem da escravatura no Egito para a liberdade na Terra prometida. A raiz da palavra Pessach, entretanto, remete à passagem do anjo exterminador, enviado por Deus para matar todos os primogênitos do Egito na noite do êxodo. Os eventos da Páscoa cristã (morte e ressureição de cristo) teriam ocorrido durante a celebração de Pessach, já que Cristo, como se sabe, era judeu (e na última ceia estaria dividindo com os apóstulos exatamente o pão ázimo, uma das tradições judaicas). Já os termos "Easter" e "Ostern" (Páscoa em inglês e alemão, respectivamente) parecem não ter qualquer relação etimológica com o Pessach. Acredita-se que esses termos estejam relacionados com Eostremonat, nome de um antigo mês germânico, formado pelas palavras Eostre (deusa germânica relacionada com a primavera) e Monat (mês, em alemão).

domingo, 10 de março de 2013

RESUMO DO FILME CANUDOS


Análise do Filme - Guerra de Canudos


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Por volta de 1860, o cearense Antônio Vicente Mendes Maciel iniciou longa peregrinação pelo sertão.Durante três décadas pregou a palavra de Deus, construiu igrejas e reformou cemitérios. Apesar de enfrentar a oposição da Igreja Católica e das elites, consolidou enorme prestígio entre a população sertaneja. Quando a República foi proclamada, em 1889, Antônio Conselheiro insurgiu-se contra ela.

A situação do Nordeste brasileiro, no final do século XIX, era muito precária. Fome, seca, miséria, violência e abandono político afetavam os nordestinos, principalmente a população mais carente. Toda essa situação, em conjunto com o fanatismo religioso, desencadeou um grave problema social. O povo foi sendo arrebatado por Antônio Conselheiro, baseados na fé que ele profetizava, em busca de uma vida mais digna, mais justa.

No sertão da Bahia travou-se a Guerra de Canudos, uma das mais sanguinárias revoltas populares da história brasileira. Em novembro de 1896 foi iniciado este conflito que durou por quase um ano, até Outubro de 1897. O movimento que, inicialmente era de cunho religioso, tomou dimensões políticas e devido à enorme proporção que adquiriu, o governo da Bahia não conseguiu por si só segurar a grande revolta que acontecia em seu Estado, por esta razão, pediu a interferência da República. Esta, por sua vez, também encontrou muitas dificuldades para conter os fanáticos. Somente no quarto combate, onde as forças da República já estavam mais bem equipadas e organizadas, os incansáveis guerreiros foram vencidos pelo cerco que os impediam de sair do local no qual se encontravam para buscar qualquer tipo de alimento e muitos morreram de fome. O massacre foi tamanho que não escaparam idosos, mulheres e crianças.

O beato Conselheiro era quem liderava este movimento. Ele acreditava que havia sido enviado por Deus para acabar com as diferenças sociais e também com os pecados republicanos, entre estes, estavam o casamento civil e a cobrança de impostos. Com estas idéias em mente, ele conseguiu reunir um grande número de adeptos que acreditavam que seu líder realmente poderia libertá-los da situação de extrema pobreza na qual se encontravam.

Canudos era um arraial do interior da Bahia, região onde se instalou a partir de 1893 o beato Antônio Conselheiro, juntamente com seus seguidores. Antes, o beato percorrera o sertão pregando transformações e despertando a ira das autoridades e da Igreja Católica, que o consideravam uma ameaça, pois começa a tornar um simples movimento em algo grande demais para a República, que acabara de ser proclamada.

Conselheiro comandou uma queima de editais de cobrança de impostos e, em seguida, refugiou-se com seus adeptos em Canudos. A partir daí, seu exército, uma grande massa de pobres e maltrapilhos, só cresceu, chegando a uma população de 30 mil pessoas. Os seguidores de Antônio Conselheiro apenas defendiam seus lares, mas a nova ordem não podia aceitar que humildes moradores do sertão da Bahia desafiassem a República. Ao mesmo tempo, Conselheiro desenvolveu uma experiência socialista em Canudos, cada família entregava metade de suas posses para o conjunto da comunidade, mantinha roças e criações familiares, vivia desse trabalho e sustentava os desvalidos que iam chegando. Conselheiro seguia princípios da igreja católica e impunha regras religiosas rígidas a seus seguidores, como a "hora da reza" realizada diariamente.

Somente o fato da Guerra de Canudos ter durado quase um ano, com a comunidade de Antônio Conselheiro resistindo até o fim, nos diz que existe algo mais do que fanatismo religioso. Eles estavam coerentes e íntegros com o que sentiam, acreditavam e achavam. O povo lutou porque gostava do Conselheiro, e só queria liberdade para viver e trabalhar em sua terra. Portanto, a coesão social era a força motriz, apesar de outras forças, como a fé religiosa.

 

RESUMO DE "OS SERTÕES"



"Os Sertões: campanha de Canudos", de Euclides da Cunha Os Sertões foi dividido em três partes: "A Terra", "O Homem" e "A Luta".
Euclides descreveu o sertão baiano em A Terra. Iniciou explicando o relevo do Planalto Central brasileiro. Depois descreveu a paisagem sertaneja: seca, dias quentes e noites frias, cheia de árvores sem folhas e espinhentas.
Na segunda parte, "O Homem", o Autor caracterizou os sertanejos e contou a história de Antônio Conselheiro, líder do arraial de Canudos. Euclides destacou as diferenças do sertanejo e dos litorâneos, concluindo que os sertanejos estão isolados da civilização e, portanto, privados de seus bens culturais e materiais.
Antônio Vicente Mendes Maciel (o Conselheiro), líder de Canudos, foi um reflexo dos sertanejos. Nasceu em Quixeramobim, no Ceará, onde trabalhou e logo se casou. Quando foi traído pela mulher, resolveu andar pelos sertões. Após dez anos, Antônio Vicente surgiu como o líder religioso Antônio Conselheiro.
Muitos sertanejos seguiam Conselheiro em sua peregrinação. Mas a situação agravou-se quando o líder religioso instalou-se na antiga fazenda de Canudos. As pessoas vinham de toda parte. O arraial, segundo as autoridades, era um abrigo de criminosos. Amontoavam-se jagunços suficientes para compor um batalhão, homens cruéis e destemidos.
O governo do Estado da Bahia resolveu organizar uma expedição para desbaratar o arraial de Canudos. A primeira expedição, liderada pelo Ten. Pires Ferreira, foi enviada em novembro de 1896. Dispostos estrategicamente, mais preparados e com mais noção do território e de seus ardis, os jagunços saíram vencedores. A segunda expedição, comandada pelo major Febrônio de Brito, foi atacada de surpresa e vencida.
Com grande respaldo popular, a terceira expedição, Expedição Moreira César, partiu de Monte Santo em fevereiro de 1897 e em março invadiu Canudos. O Cel. Moreira César morreu e a expedição fracassou. Os soldados debandaram nas caatingas.
A fuga dos soldados restrugiu-se no país inteiro. A vitória dos jagunços foi considerada um ultraje para a República. Era uma ameaça de restauração da Monarquia... (os sertanejos nem entendiam as reformas republicanas: casamento civil, cobrança de impostos e separação entre Igreja e Estado).
Batalhões de todos os Estados foram mobilizados para destruir Canudos. O Gen. Artur Oscar liderava-os. Com a ajuda do Tenente-Coronel Siqueira de Meneses, comandante astucioso, os soldados combateram e venceram, apesar da repetição dos mesmos erros das expedições anteriores.
A vitória das forças do governo, conseguida após sucessivos reforços, consolidou-se quando compôs-se a Trincheira Sete de Setembro. Canudos estava cercada, mas resistiu com fome e sede até 5 de outubro. Os prisioneiros foram degolados.


BIBLIOGRAFIA

ANDRADE, Juan C. P. de. Euclidesite: vida e obra de Euclides da Cunha. São Paulo: [s.n], 2000. Disponível em http://euclidesite.tripod.com.br. Acesso em nov. 2001.

ANDRADE, Olímpio de Sousa. História e interpretação de 'Os Sertões'. 3. ed. rev. e aum. São Paulo: EDART, 1966. CUNHA, Euclides da. Os Sertões: campanha de Canudos. São Paulo: Martin Claret, 2002.

 

 


 


 

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

FACISMO

O termo fascismo, referente à doutrina totalitária desenvolvida por Benito Mussolini na Itália, a partir de 1919 e durante seu governo (1922 a 1945), deriva de "fascio", que em italiano significa "feixe" (de varas). A idéia que os fascistas queriam passar é que uma vara sozinha se quebra facilmente, mas um feixe de varas é muito mais resistente. Por analogia, o indivíduo é fraco, mas um indivíduo no grupo (o feixe, representando o Estado) se torna forte. O feixe de varas também era, nos tempos do Império Romano, um símbolo dos magistrados. Eles carregavam um machado cujo cabo era rodeado de varas, simbolizando o poder do Estado e a unidade do povo.

BUNDA

"Bunda", além do sentido popular que tem no Brasil, também é o nome de uma das mais de 1000 línguas e dialetos falados na África. Da língua bunda (também conhecida como Kimbundu, trazida ao Brasil pelos escravos angolanos), derivam inúmeras palavras no português, como senzala, xingar e caçula. Para saber mais, leia o livro "África no Brasil: a formação da língua portuguesa", de José Luiz Fiorin.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

AMIGO E AMIZADE EM VÁRIOS IDIOMAS


Português
Amigo
Amizade
Inglês
friend
friendship
Holandês
vriend
vriendschap
Frances
ami
amitié
Alemão
Freund
Freundschaft
Italiano
amico
amicizia
Espanhol
amigo
amistad

 Árabe -> صديق  saaHib,  sadiiq
Búlgaro -> приятел
Catalão -> amic
 Chinês ->
朋友   pengyou
 Coreano ->
친구   jingu
 Croata -> prijatelj
 Dinamarquês -> ven
 Eslovaco -> kamarát
 Norueguês -> venn
 Sueco -> vän
Albanês - mik
Afrikander (África do Sul) - vriend
Georgiano - megobari
Hindu- dost
Italiano – amico                                                                                                    Irlandês - cara
Russo - Apyr
 Latim - amicus
Persa - dust
Japonês - tomodachi                                                                                                 Sânscrito - mitra
Turco - arkadas
Grego - filos Swahili - rafiki
Polonês - przyjaciel                                                                                         Norueguês - venn
Escocês - caraid                                                                                                           Urdu - dost
Filipino – kai